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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

APOSTOLADO DO MAR DE VILA PRAIA DE ÂNCORA HOMENAGEIA O PESCADOR MAIS VELHO DA COMUNIDADE MARÍTIMA LOCAL

O Apostolado do Mar de Vila Praia de Âncora homenageou no passado domingo, dia 8 de Dezembro, o pescador mais velho da Comunidade Marítima desta vila, Damião Fernandes Fão.

                Por se encontrar ausente e com problemas de saúde, não foi possível deslocar-se a Vila praia de Âncora para receber esta justa homenagem. Nesta circunstância foi na pessoa do seu filho Damião Fão que se fez representar.

                O Apostolado do Mar reconheceu assim todo o trabalho de uma vida e empenho à atividade marítima deste obreiro do mar. Uma vida longa e cheia de vicissitudes que nunca faltam a quem vive e trabalha no mar.

                Damião Fernandes Fão é filho de Daniel Fernandes Fão, o “Vermelho”, pescador e mestre do salva-vidas “Pedro Bogalho”. Desde muito cedo, ainda criança, começou a andar ao mar com o seu pai. Depois conheceu outras embarcações da pesca artesanal até embarcar para a pesca do bacalhau, primeiro à linha nos navios da Frota Branca e depois no arrasto onde foi mestre de salga.

                Como tripulante do lugre “Maria Carlota”, um navio de três mastros e apenas 41 metros de comprimento, salientou-se pela sua coragem e determinação, quando o navio teve de enfrentar uma violenta tempestade em pleno Atlântico, expondo a própria vida para salvar o navio e a sua tripulação. Outros episódios teve de viver na sua longa jornada de trabalhador do mar. Este registo é apenas um entre outros.

                Depois da experiência da pesca do bacalhau, uma experiência sacrificada que exigia o limite da resistência humana, Damião Fernandes Fão regressa ao seu Portinho onde começara, voltando a pescar nas embarcações da pesca artesanal. E foi o seu último adeus ao mar. Carregado com o peso de uma vida dedicada à atividade marítima, o velho lobo do mar retira-se na sombra duma pequena pensão. Afinal, o destino que não reconhece o trabalho dos homens do mar, merecedores de melhor recompensa pelo muito que deram.

                O Apostolado do Mar atento à vida e trabalho de quantos têm no mar o seu sustento e o das suas famílias não podia deixar de reconhecer e homenagear o mérito deste grande trabalhador do mar, uma vida de longos anos dedicada à atividade marítima.

                Toda assistência, sensibilizada, ovacionou espontaneamente o homenageado.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Linda história de Amor

Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros.
 
Um dia avisaram os moradores desta ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o amor tratou para que todos os sentimentos se salvassem avisando:
 
- Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
 
Todos correram e pegaram no seu barquinho, para fugirem para um monte bem alto. Só o amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais na ilha.
 
Quando já se estava a afogar, correu para pedir ajuda.
 
Estava a passar a riqueza e ele disse:
 
- Riqueza, leva-me contigo.
 
Ela respondeu:
 
- Não posso, o meu barco está cheio de ouro e prata e tu não vais caber.
 
Passou então a vaidade e ele pediu:
 
- Oh! Vaidade, leva-me contigo.
 
- Não posso vais-me sujar o barco.
 
Logo atrás vinha a tristeza.
 
- Tristeza, posso ir contigo?
 
— Ah! Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
 
Passou a alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o amor a chamar por ela. Já desesperado, achando que ia ficar só, o amor começou a chorar.
 
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho.
 
- Sobe, amor que eu levo-te.
 
O amor ficou tão radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
 
Chegando ao alto do monte, onde estavam os sentimentos, o amor perguntou à sabedoria:
 
- Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe para aqui?
 
Ela respondeu:
 
- O tempo.
 
- O tempo? Mas, por que é que só o tempo me trouxe para aqui?
 
- Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

APOSTOLADO DO MAR PROMOVE CAMPANHA SOLIDÁRIA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS

 O Apostolado do Mar de Vila Praia de Âncora vai realizar uma campanha de angariação de fundos, destinada a dar cumprimento ao seu dever de acção no âmbito do apoio às suas actividades de solidariedade. 
A Obra do Mar é um movimento católico que procura dar apoio social, psicológico e espiritual à Comunidade Marítima. 

Esta campanha solidária realiza-se em cada mês  na Praça da República com a venda de diversos artigos, muitos deles confeccionados pelos voluntários, associados e amigos do Movimento que generosamente contribuem para esta acção com  as suas dádivas e trabalho, mas também por dádivas de alguns comerciantes da nossa terra. 
 
O Apostolado do Mar de Vila Praia de Âncora agradece a todos a resposta positiva a este apelo. 
A barraquinha solidária está na Praça da República para o efeito e espera a visita e o contributo de quem desejar colaborar adquirindo ou oferecendo artigos, sabendo que está a participar nos esforços duma obra que se preocupa com a Comunidade Marítima tantas vezes ignorada. 

Junte-se a esta obra, solidarize-se. Faz bem ao coração.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

VATICANO - Fundo especial do Apostolado do Mar para as Filipinas

 
“A grande família do Apostolado do Mar quer testemunhar sua proximidade e solidariedade ao povo filipino. Portanto, o Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, que exerce a alta direção do Apostolado do Mar, decidiu instituir um fundo especial oferecendo uma doação inicial de 10.000 (dez mil) dólares.
 
O fundo financiará projetos de reconstrução de médio prazo que serão a serem realizados em colaboração com o Apostolado do Mar das Filipinas, em benefício dos trabalhadores do mar das áreas atingidas que depois das primeiras semanas de emergência, deverão retornar à vida normal”.
 
Ao comunicar a iniciativa, o Card. Antonio Maria Card. Vegliò, Presidente deste Pontifício Conselho, e seu secretário, Dom Joseph Kalathiparambil, sublinham: “Nossas orações e nossa solidariedade se destinam a todos os marítimos filipinos que estão distantes, a milhares de milhas de seus entes queridos, sem saber de sua sorte.
 
Louvamos muitos de nossos Centros de Apostolado do Mar no mundo que ofereceram cartões telefónicos e acesso gratuito a internet para lhes facilitar o contato com suas famílias. Muitos de nossos capelães celebraram Missas de sufrágio para os mortos e ajudaram os marítimos a ver um sentido em tanta devastação e angústia”.
 
Quem quiser enviar uma contribuição pode se dirigir ao Pontifício Conselho para os Migrantes: office@migrants.va; tel. +39-06-6988 7131; fax +39-06-69887111. (S.L.) (Agência Fides 16/11/2013)
 
Cidade do Vaticano (Agência Fides)

Histórias de fé: O Avô, o Neto e o Jumento

 
Há muito tempo, viajando pelo interior, seguia um velho que vinha montado no seu jumentinho, guiado pelo seu netinho, que puxava o animal pelo cabresto. Aquela jornada estava longe de ser um lazer. Eles tinham como finalidade ir a uma feira na cidade onde tentariam vender o animal de estimação e conseguir dinheiro para o sustento do velho e seu único neto, órfão de pai e de mãe.

E assim seguiram caminho fora. Ao passarem por um lugarejo, onde viviam muitas pessoas, logo começaram as críticas:

'Que absurdo!', falava aquela gente, com os ânimos bastante exaltados ao ver a criança a pé e o velho montado no jumento. 'A Comissão de Crianças e Jovens em Risco tem de saber disto e tomar as devidas providências! Como pode o velho fazer uma coisa destas? Que desnaturado!', comentavam.

Sentindo-se desconfortável diante daquela situação tão constrangedora, o velhinho trocou de posição com o menino, que agora seguia montado no jumento com o avô puxando o animal. 'Bom, agora certamente acho que ninguém ficará chocado, nem falará nada!', pensou ele.

E assim continuaram a sua jornada. Mas, ao entrarem noutro lugarejo, ouviram novas críticas:

'Que absurdo! Coitado do velhinho! Ele é quem tinha de estar montado sobre o jumento, não o menino! Isto não é possível! Que mundo é este onde ninguém respeita o estatuto do idoso? Aonde vamos parar?', era o que se ouvia.

E novamente o bom velhinho, quase sem saber mais o que fazer, fez outra troca. Sentou-se sobre o jumentinho com o menino e, assim, continuaram sua jornada.

Na cidade seguinte, os comentários foram muito mais fortes:

'Olhem que absurdo! Coitadinho do pobre jumento, carregado com dois marmanjos! A Sociedade Protetora dos Animais devia tomar alguma providência!'
 
Moral da história: nunca será possível agradar a todos. Quem insistir, certamente será um frustrado na vida.
Deus tem dado a fé para que cada um ande de acordo com ela e não de acordo com a opinião alheia!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Histórias de Fé: a verdadeira fé


Um cético perguntou a Debendranath Tagore:
- Estás sempre a falar de Deus, mas tens provas da sua existência?  Debendranath apontou para uma luz e perguntou:
- Sabes o que é isto?
- É uma luz - respondeu o cético.
- Como sabes que é uma luz? - perguntou Debendranath.
- Eu vejo-a, portanto, não há necessidade de prova.
- Então o mesmo se dá com a existência de Deus. Eu vejo-O em mim, e fora de mim, eu vejo-O dentro e através de cada coisa. Portanto, não há necessidade de prova.
E continuou:
- Enquanto a abelha se encontra no exterior das pétalas do lírio e não experimentou ainda a doçura do seu suco, ela plana em volta da flor e emite um zumbido. Mas, logo que ela penetra no seu interior; ela bebe silenciosamente o néctar.


Quando alguém estiver  a discutir e a especular sobre uma doutrina e os dogmas religiosos, é por que ainda não experimentou o néctar da verdadeira fé.

Por isso, faz silêncio e compreenderás! Onde o Espírito Eterno chega com a sua Luz, a nossa lâmpada terrestre já não é necessária.

Pobres homens que crêem que as miseráveis lâmpadas do intelecto humano dão mais luz que o doce cintilar das estrelas divinas!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Histórias de fé: saber ouvir Jesus

 
Um homem pediu a Jesus um emprego e uma mulher que o amasse muito.
 
No dia seguinte, abriu o jornal e viu um anúncio de emprego e decidiu candidatar-se.
 
Quando lá chegou, deparou-se com uma fila enorme de candidatos e pensou: "são muitos e melhores do que eu". Desistiu e foi embora.
 
A caminho de casa, à entrada do autocarro, uma criança deu-lhe uma rosa mas ele - desanimado - sentou-se e deitou fora a flor.
 
Sozinho em casa, zangou-se com Jesus, pois pediu-Lhe na oração que lhe desse o emprego e uma mulher. Pensou: "Que amor é o teu para com aqueles que te amam?"; "Porque me tratas assim?"
Triste e desiludido foi-se deitar.
 
Durante o sono, Jesus chamou-o à razão:
 
"Deite a possibilidade de teres um emprego e tu, desconfiado, desististe sem teres sequer tentado. Sentei, ao teu lado no autocarro, o amor da tua vida e em vez de lhe teres dado a rosa deitaste-a fora. Porque não confias no teu Senhor?"
 
Moral da história: Jesus abre-nos as portas e mostra-nos o caminho mas a nossa fé é tão pouca que desistimos ao primeiro obstáculo. Os obstáculos existem para medirmos a nossa fé. Não devemos desistir de confiar em Jesus.